Todos os bairros de São Paulo terão coleta seletiva até final do semestre

movimento-nacional-catadoresO serviço de coleta seletiva chegará a todos os distritos de São Paulo ainda no primeiro semestre, segundo a prefeitura da capital. Para estender o serviço, a administração realizará parcerias com cooperativas de catadores. O contrato de remuneração foi assinado no dia 20 de janeiro de 2016 pelo prefeito Fernando Haddad.

A expectativa é que cerca de 1.500 catadores sejam incluídos na ação. A prefeitura investirá R$ 4,1 milhões por ano na remuneração de mão de obra das cooperativas. Mais R$ 10,9 milhões serão investidos em caminhões, equipamentos de segurança (EPI), uniformes e galpões.

“Hoje estamos assinando o primeiro contrato de coleta seletiva remunerada na cidade de São Paulo. É um momento histórico para a gente, principalmente sabendo que há um empenho da prefeitura na questão humana, na inclusão dos catadores”, disse Nanci Darcolete, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

As cooperativas atuam em duas centrais mecanizadas de triagem, inauguradas em 2014, com capacidade de processamento de 500 toneladas por dia. A renda proporcionada pela venda da produção das centrais é revertida para o Fundo Municipal de Coleta Seletiva, Logística Reversa e Inclusão de Catadores.

Catadores - Foto: Divulgação

Catadores – Foto: Divulgação

A ampliação da coleta seletiva será realizada em três fases. Na primeira etapa, 16 cooperativas serão responsáveis por iniciar o serviço em 16 distritos: Aricanduva, Artur Alvim, Cidade Líder, Guaianases, Iguatemi, Itaim Paulista, Jardim Helena, São Mateus, São Miguel, Vila Jacuí e Parque do Carmo, na zona leste, Pirituba e Tremembé, na zona norte, Raposo Tavares, Rio Pequeno e Vila Sônia, na zona oeste. A previsão é que os trabalhos se iniciem nesses locais em 22 de fevereiro.

Na segunda etapa, com previsão de início em 14 de março, serão atendidos mais 14 distritos: Grajaú, Cidade Dutra e Socorro, na zona sul, Cangaíba, Penha, Vila Curuçá, Vila Matilde, Vila Formosa e São Rafael, na zona leste, São Domingos, Vila Guilherme, Vila Medeiros, Vila Maria e Jaçanã, na zona norte. A última etapa, que será concluída em 18 de abril, levará o serviço para mais dez distritos: Butantã e Morumbi, na zona oeste, Jaraguá, Casa Verde, Limão e Cachoeirinha, na zona norte, José Bonifácio, Itaquera, Lajeado e Carrão, na zona leste.

Os catadores recolherão porta a porta os chamados resíduos secos, que incluem papel, vidro, latas e plástico. Os resíduos sólidos devem ser separados dos úmidos e os recicláveis com restos de alimentos devem ser enxugados para não contaminar outros materiais.

São Paulo produz diariamente cerca de 20 mil toneladas de resíduos, dos quais aproximadamente 12,5 mil toneladas são da coleta domiciliar. Pouco mais de um terço desse total é composto por resíduos secos, que poderiam ser reciclados, porém a cidade recicla apenas 2,5%, por meio de duas centrais mecanizadas e 21 cooperativas já conveniadas com a prefeitura.

Por: Redação Rede Brasil Atual