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Acessibilidade, uma questão cultural

Foto: Josias Neto

Foto: Josias Neto

Com certo atraso, os direitos das pessoas com deficiência estão chegando aos meios de comunicação e sendo integrados ao discurso do Estado, mas as mudanças concretas de efetivação de cidadania ainda ocorrem de maneira lenta, a legislação brasileira sobre o tema é excelente, mas não houve, nos últimos anos, efetivação dos direitos dessa parcela da população, uma  minoria quase sem voz que se vê obrigada a viver em um mundo que não está adaptado as suas deficiências.

Quando se pensa em acessibilidade, logo nos vem à mente uma rampa de entrada para cadeirantes. Segundo a legislação brasileira, o conceito de acessibilidade é descrito como a condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. Para isso a lei prevê a eliminação de barreiras e obstáculos que limitem ou impeçam o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança dessas pessoas.

Essas condições proporcionam independência e dá ao cidadão deficiente ou àqueles com dificuldade de locomoção, o direito de ir e vir a todos os lugares que necessitar, seja no trabalho, estudo, lazer e a todo e qualquer material produzido em áudio ou vídeo.

aprender-librasIr e vir são um dos principais direitos de qualquer cidadão, porém na grande maioria das cidades brasileiras eles não existem para as pessoas com deficiência.  Isto significa, entre outras coisas, falta de acessibilidade nos transportes e prédios públicos e privados de uso coletivo, em restaurantes, universidades, hotéis e em espaços públicos, em geral.

A acessibilidade é uma mulher grávida conseguir embarcar no ônibus e passar pela roleta sem nenhuma dificuldade; é uma pessoa obesa poder sentar-se confortavelmente na poltrona do avião. É um anão que encontra um balcão de bilheteria da sua altura, na hora de ir ao teatro. Acessibilidade é um cego que cruza a rua sozinho porque o semáforo emite um sinal sonoro, avisando que pode atravessá-la; é uma criança surda ter à disposição intérpretes de Libras na escola pública. É um cadeirante que pode se locomover por conta própria, numa cidade sem buracos nem obstáculos.

Além de uma atuação mais efetiva do Estado, há a necessidade de uma mobilização mais intensa da sociedade, que precisa compreender que os direitos das pessoas com deficiência não são regalias. É comum a quem sofre de alguma deficiência colecionar relatos de desrespeitos a seus direitos.

Em 2014 terminou o prazo de dez anos dado pelo governo para que as empresas se adequassem as exigências das leis de acessibilidade. Porém, decorrido este tempo é comum ver na TV reportagens sobre o drama de cadeirantes que esperam horas por um ônibus acessível.

acessibilidadeRespeitar os deficientes é reconhecer que eles possuem os mesmos direitos que nós aos bens da sociedade, é ter toda uma série de cuidados para que eles não sejam excluídos do nosso convívio, e a acessibilidade faz parte desse respeito que devemos ter para com eles. Ela significa dar, a essas pessoas, o acesso aos mesmos bens e serviços disponíveis para os demais cidadãos. São brasileiros que também precisam ter acesso às escolas, universidades, ao mercado de trabalho, lazer e à cultura, aos locais de culto, edifícios residenciais, comerciais e públicos, e cabe ao Estado providenciar os mecanismos de inserção dessas pessoas na sociedade. Os deficientes têm os mesmos direitos que nós, e isso está na lei, não é um favor que lhes fazemos. É nosso dever respeitá-los.

rehafair-pagoREHAFAIR

Organizada pela empresa ROFER Feiras e Eventos, a REHAFAIR – Feira Internacional de Tecnologias Assistivas, Empregabilidade e Esporte Adaptado, que acontece bienalmente sempre nos anos ímpares, têm como objetivo principal abrir oportunidades e fomentar a geração de negócios no setor. Promovida e organizada por profissionais com mais de 25 anos com referência no segmento das pessoas com deficiência, é segundo seus organizadores, uma ação empresarial de maior inclusão e geração de renda junto a consumidores, revendedores, distribuidores, varejistas e atacadistas. Segundo Luis Eduardo Carvalho, coordenador da REHAFAIR, a Feira proporciona uma amplitude de possibilidades. “Teremos uma ampla participação de expositores com tecnologias voltadas à acessibilidade, adaptações e demais produtos e serviços voltados à inclusão.”

guiaGUIA ACESSO

Na próxima edição da REHAFAIR que acontecerá entre os dias 27 a 29 de Abril de 2017, a ABAC, Agência Brasileira de Apoio à Cultura, estará lançando o GUIA ACESSO, uma publicação impressa e virtual com o objetivo de reunir e catalogar empresas e serviços voltados ao setor, onde além da catalogação destas, serão publicadas matérias jornalísticas de assuntos relacionados a todos os temas da acessibilidade e da inclusão em formato de reportagens especiais e entrevistas, reunindo em uma só publicação, vasto conteúdo de grande importância elucidativa e educativa.

 O GUIA ACESSO terá distribuição gratuita dirigida.

ABAC – Agência Brasileira de Apoio à Cultura
(11) 3675-2279 Fone/fax
(11) 99841-2525 (whatsapp)

https://www.facebook.com/abacdobrasil/?fref=ts

 

REHAFAIR – Feira Internacional de Tecnologias Assistivas, Empregabilidade e Esporte Adaptado
De 27 a 29 de Abril de 2017
Local: ANHEMBI – Pavilhão de Feiras, São Paulo – SP
Das 13h00 às 20h00

 

 

Por: Edna Pessanha