Feira de Artes e Artesanato de Embu completa 48 anos

2Nos anos 1960, quando o mundo passava por profundas transformações, Embu das Artes, depois da emancipação em 1959, entrava no caminho da arte. O movimento artístico, iniciado pelo pintor Cássio M’Boy, que residia na cidade desde os anos 1930, amigo de Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, artistas que participaram da Semana de Arte Moderna de 1922, e que foi professor de Tomie Ohtake, fez evoluir rapidamente o trânsito de artistas pela cidade. Desse movimento surgiu a Feira de Embu das Artes, que no dia 31 de janeiro completou 48 anos de atividades.

A Feira de Embu das Artes foi criada por Claudionor Assis Dias (1931/2006) – marceneiro que se tornou Mestre Assis (escultor, pintor, ator, bailarino e poeta) – com apoio de outros jovens artistas da época, como Raquel Trindade. Havia um forte vínculo entre a Praça da República, na Capital, que começou em 1956 e recebeu os hippies em 1960, e o Centro Histórico embuense. “Íamos para a Praça da República e trazíamos os hippies para cá. E o Assis, com medo de perder todo o espaço para São Paulo, criou a Feira de Embu das Artes. O Gama (Jovino) participou, mas foi Assis quem criou”, conta. “São muitos artistas e artesãos bons. Fico triste porque, às vezes, a gente quer dançar na praça e alguns expositores acham que vai atrapalhar. Também acho que temos de cuidar para preservar o artesanato na Feira”, acrescenta Raquel.

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Roteiro preferido especialmente de paulistanos, a Feira de Embu das Artes é a mais importante feira de arte e artesanato do País e uma das principais atrações turísticas da cidade. Desde 1969, oficialmente, já que artistas, como Raquel, consideram seu início em 1968, as ruas do Centro Histórico são ocupadas por artistas, artesãos e outros expositores, que expõem e vendem seus produtos: pinturas, esculturas, porcelanas, bijuterias, instrumentos musicais, estofados, cestarias, vestuários, bolsas, sandálias e cintos de couro, rendados e uma série de objetos utilitários e decorativos. Além disso, há também a Feira do Verde, de plantas e flores ornamentais.

Embu das Artes oferece muitas opções de gastronomia, com restaurantes, de cozinha regional e internacional, e bares, com mesas e cadeiras ao ar livre. Galerias, antiquários e lojas de artesanato completam o clima aconchegante do Centro Histórico.

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A Feira de Embu das Artes funciona no domingo, das 9 às 18h. No sábado, parte dos expositores comparecem no mesmo horário. E conta hoje com 550 expositores, e recebe cerca de 100 mil visitantes por mês.

Na feira, além da compra de arte, artesanato e até plantas, o visitante dispõe de Praça de Alimentação, bons restaurantes, bares, docerias e cafés. Músicos e performistas se apresentam em diversos pontos do Centro Histórico.

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O publico é variado e é possível ver a miscigenação de cultura exposta nas diversas barracas, ou até mesmo nos shows ao vivo de forró, danças bolivianas, gaúchas, egípcias, colombianas.

Feira de Artes e Artesanato em Embu das Artes
Quando: Finais de semana e feriados
A Feira ocupa as seguintes ruas do centro:
Largo 21 de Abril
Rua Marechal Isidoro Lopes
Rua Domingos Paschoal
Rua da Matriz
Travessa Tibiriçá
Rua Joaquim Santana
Rua Nossa Senhora do Rosário
Largo dos Jesuítas
Rua Boa Vista
Rua Siqueira Campos
Rua Padre Belchior Pontes
Centro de Atendimento ao Turista (CAT)
Largo 21 de Abril, s/n.º
Informações: (11) 4704-6565 – 4781-5971

Como chegar:
De carro
Rodovia Régis Bittencourt BR116, Km 279 e 282
Rodovia Raposo Tavares SP 270
Rodoanel Mario Covas
De metrô ou ônibus
Na estação Campo Limpo, da linha 5 – Lilás (Capão redondo – Santo Amaro) do metrô, sai o ônibus intermunicipal com o letreiro EMBU CENTRO que vai até o centro de Embu das Artes.
Do Metrô Clínicas saem ônibus da empresa Miracatiba (EMTU/SP) com o letreiro Embu/ Engenho velho

 

 

Da Redação
Fonte: AsCom – Embu das Artes