Projeto da ABAC leva geração de renda para mulheres do litoral paulista

A UFPA, Unidade Familiar de Produção Artesanal, idealizada pela ABAC, Agência Brasileira de Apoio à Cultura irá comercializar nas feiras e eventos em que participar uma linha de produtos confeccionados por trinta artesãs de comunidades situadas na cidade de Bertioga e região, que fica no litoral do estado de São Paulo.

As peças serão vendidas já no natal de 2018. A linha de produtos é semelhante a outra confeccionada nos Estados Unidos por mulheres em situação semelhante, no Brasil o trabalho foi adaptado para terem como matéria prima os diversos tipos de linhas fabricadas no país a fim de com técnicas brasileiras possam produzir peças artesanais sazonais, toda matéria prima será fornecida pela ABAC.

Este projeto contribuirá de sobremaneira para que as mulheres participantes possam obter uma renda extra fora do período de alta temporada, que termina no mês de março. Com o fim do verão, as cidades praianas voltam a ter basicamente somente os habitantes locais, o que diminui e muito sua fonte de renda, em face desta situação, uma das artesãs da cidade teve a ideia de levar o UFPA para estas localidades.

Programas como o da Unidade Familiar de Produção Artesanal permitem a emancipação de famílias de baixa renda, grande parte chefiadas por mulheres, especialmente mulheres negras, por estas estarem nos segmentos mais pobres e vulneráveis.

Muitas dessas mulheres estão pela primeira vez tendo acesso a cidadania, e poderão fazer suas próprias escolhas e inclusive se sentirem mais respeitadas nas comunidades em que vivem. Estes programas permitem ainda a elevação da escolaridade entre as mulheres, notadamente as mulheres negras, é um modelo de transformação justo e inclusivo, que as fortalece.

Ao participarem de programa de geração de renda, as mulheres são estimuladas a se organizarem em grupos produtivos, e começam a ter maior participação nas políticas públicas e na priorização da distribuição de recursos governamentais. Os avanços na comercialização dos produtos confeccionados nestas unidades de produção, e a venda direta ao consumidor também se converteu em um estimulo maior para o trabalho dessas mulheres, que alcançam progressos econômicos e sociais notáveis e são impulsionadas a realizar mudanças, utilizando-se das diversas práticas de inclusão social, em especial as voltadas para as mulheres que tem na construção da autonomia econômica um grande desafio, vendo nisto um caminho para transformações econômicas e sociais além da consolidação de direitos.

Outro aspecto da autonomia econômica obtida com programas de geração de renda para mulheres é a autonomia que agrega liberdade, sentido coletivo, que rompe as amarras da exploração, a que traz consigo a autonomia pessoal e política.

O mundo ainda reduz os espaços, as oportunidades e os trabalhos das mulheres, é importante e gratificante observar os resultados da geração de renda na vida delas, que automaticamente passam a ter e ampliar suas perspectivas.

 

 

Por: Edna Pessanha