Martin Scorsese conta como o fracasso o ajudou a evoluir

Martin Scorsese, diretor, produtor e roteirista de cinema de 75 anos, compartilha sua história na obra “Sabedoria das idades”, de autoria de Papa Francisco e amigos, publicada pela Edições Loyola. O ilustre cineasta, que já dirigiu e produziu filmes como “Taxi Driver”, “O aviador” e “O lobo de Wall Street”, relata que o sucesso, algo tão idealizado e tido como um objetivo a se chegar, é efêmero, além de considerá-lo uma armadilha. Scorsese afirma:

Acho que aprendi mais com o fracasso, a rejeição e a franca hostilidade do que com o sucesso. Na verdade, o que aprendi com o fracasso preparou-me para aprender com o sucesso.

A fala de Scorsese se refere principalmente a uma experiência de sua época de estudante, na qual foi rejeitado profissionalmente por Elia Kazan, um dos maiores e mais premiados diretores da história do cinema. Em complemento, ele conta:

Mais tarde, percebi como essa experiência me fortaleceu. Porque, quando esse tipo de rejeição acontece, se decidimos aprender com ela, ela se transforma em experiência de renovação.

O cineasta Martin Scorsese é um dos personagens que ilustram a obra “Sabedoria das idades”, resultado da inspiração do Papa Francisco em esclarecer o papel vital dos idosos. O livro reúne experiências de mais de 30 países, contadas por eles, e mostra como as mesmas são socialmente transformadoras. Nestes relatos, toda a sabedoria adquirida com os anos é compartilhada e dividida em cinco temas: trabalho, luta, amor, morte e esperança. Além disso, os relatos brasileiros são compilados no “Caderno Brasil”, ao final da obra. Papa Francisco comenta grande parte dos relatos e proporciona ao leitor um toque especial de fé, perseverança, resiliência humana e amor. No caso de Scorsese, Sua Santidade afirma:

Nossa vida não se passa como um filme onde todas as cenas são predeterminadas. Um diretor de cinema sabe disso melhor do que ninguém. Precisamos encontrar livremente a vida e Deus […]. Se sentimos fervor no coração, os fracassos não podem nos fazer parar.

Por: Naira Leite