Conheça riscos dos grupos de WhatsApp com pais e professores

O WhatsApp tornou-se um aplicativo muito comum entre as pessoas de todas as idades. Porém, nem tudo é perfeito, especialmente quando o uso do aplicativo começa a influenciar – mais do que devia – no trabalho e nas relações interpessoais.

Você sabia que 77% dos incidentes escolares envolvem o Whatsapp? É o que aponta a quarta edição da pesquisa Escola Digital Segura. Os dados indicam ainda que 6 em cada 10 escolas já tiveram problemas com grupos que contavam com responsáveis dos estudantes.

No ambiente escolar, a utilização de grupos de WhatsApp para troca de mensagens entre professores, coordenação e pais de alunos é bastante comum. Esta questão deve ser discutida seriamente pelos gestores educacionais, pois pode causar muitos transtornos para instituição de ensino.

É fato que é importante que os pais se envolvam no aprendizado de seus filhos e queiram entender como está o desenvolvimento deles. Isto é, inclusive, altamente recomendado.

Mas quando esse tipo de comunicação começa a ocorrer via grupos de WhatsApp, com professores e pais de alunos, se estabelece apenas um canal de comunicação, sem a mediação da escola, o que acaba causando diversos problemas como:

Perda de feedback

Quando a comunicação pai-professor se desenrola via aplicativos que não são direcionados especificamente para esse tipo de interação, a escola começa a perder informações preciosas que poderiam muito bem ser utilizadas para o aprimoramento da instituição.

Essa situação é rotineira em grupos de Whatsapp com todos os responsáveis de uma turma, por exemplo. Todos os dias diversos assuntos são compartilhados nesses grupos. A administração da escola precisaria ter acesso ao conteúdo e filtrar o que corresponde a demandas para a escola e o que é comunicação informal.

Você pode estar pensando: “Mas já existe a opção de restringir o envio de mensagens apenas para os administradores!”

Sim, essa opção existe, mas afeta diretamente no relacionamento com os responsáveis. Isso porque o conteúdo passa a ser unilateral. Dessa forma, a escola acaba perdendo um importante feedback sobre a satisfação ou não dos pais em relação à educação e à instituição de ensino.

Barreira pessoal-profissional fica comprometida

Isso não somente atinge a instituição, mas prejudica bastante o professor, pois começa a ocorrer um comprometimento da relação pessoal-profissional que o professor mantém com os pais.

Um grande fluxo de mensagens sobrecarrega o funcionário responsável pelo grupo de Whatsapp e afeta a produtividade de seu trabalho.

O professor acaba tendo que responder e dialogar com os pais em seu horário de lazer ou quando está trabalhando e deveria estar dando atenção a todos os alunos. E pode haver o risco do professor acabar se comunicando também com seus próprios familiares e amigos pelo aplicativo no horário de trabalho.

Perda de relações

Ocorre que todos os lados envolvidos nessa comunicação virtual começam a perder força entre si. Quando falamos em comunicação escolar afirmamos a necessidade de dar atenção e desenvolver linguagem e conteúdo voltados para cada ponta da relação – seja com as famílias, funcionários ou alunos.

A instituição começa a não ter ciência do que está acontecendo em seu interior, já que os pais estão em comunicação quase que exclusiva com os professores. E, muitas vezes, quando essas informações são passadas para a instituição, podem não estar totalmente fiéis ao que realmente foi dito, causando o chamado “telefone sem fio”.

Além disso, é muito importante para a família perceber que suas demandas e necessidades são tratadas com cuidado pelos setores responsáveis, sem falhas na comunicação.

Nenhum controle de informações

Os grupos de Whatsapp com professores e pais impede que a escola documente e registre as informações trocadas. A informalidade não dá respaldo jurídico e provas documentais do que foi tratado e decidido.

Em casos de problemas judiciais, que acontecem com frequência, a necessidade de documentações é grande. Vale lembrar que o Whatsapp trabalha com a criptografia de ponta-a-ponta, tecnologia que permite acesso ao conteúdo das mensagens apenas aos emissores e receptores.

Quando o assunto é informação, a escola também fica vulnerável ao disponibilizar contatos pessoais e números de telefones de seus colaboradores e dos pais e responsáveis.

Como acabar com isso, então?

Sabemos que proibir o aplicativo é desnecessário e que não resolverá a questão. O que pode ser feito para melhorar essa situação é a escola adotar um aplicativo que promova uma maior integração entre professores, gestores escolares e pais de alunos, sem perda de informações, como por exemplo, as agendas digitais.

Vantagens da agenda digital

A agenda digital é um aplicativo para smartphones desenvolvido para conectar escola, pais e alunos em uma plataforma simples e fácil de usar. Além de promover uma comunicação rápida e dinâmica, permite que diretores e coordenadores possam marcar reuniões com os pais ou conselhos de classe, com confirmação de presença por parte dos convidados.

Uma agenda digital promove, ainda, uma maior transparência entre todos os envolvidos, incluindo os responsáveis pelos alunos. Eles podem acompanhar o desempenho dos estudantes e receber informações sobre tudo que está acontecendo na escola.

A agenda permite melhorar a comunicação interna da escola, com conteúdos segmentados e direcionados por fluxos de atendimento. Além disso, permite gerenciar e saber o que é dito através da ferramenta e controlar o recebimento e abertura das mensagens. É uma comunicação mais direta e sem falhas, que se desenvolve com agilidade e segurança da informação.

 

Da Redação
Fonte: WPensar